Review The Legend of Zelda: Ocarina of Time | Uma obra-prima atemporal

Lançado em 1998, The Legend of Zelda: Ocarina of Time fez história. Ele não é apenas o jogo mais bem-avaliado de todos os tempos, como também serviu como base para diversas mecânicas usadas em muitos gêneros — de ação e aventura aos FPS. 

A obra foi o pilar de uma geração e exige muita coragem para recriá-la, independentemente da plataforma. Ainda assim, a Nintendo deu a cara a tapa e anunciou o mais novo remake da campanha de Link. A dúvida é: “ele faz jus ao original?” 

Por mais incrível que pareça, o time da Big N acertou em cheio e trouxe uma experiência que mistura nostalgia e um frescor que raramente vemos neste tipo de game. Mesmo sem grandes novidades, ele é grandioso por conta própria e impecável.

A coragem, sabedoria e poder da Nintendo foram necessários para trazer The Legend of Zelda: Ocarina of Time em 2026, com primor e nível de AAA inédito. O herói do tempo salvou o dia mais uma vez e fortaleceu ainda mais a base instalada no Switch 2.

Prós

  • A obra é nostálgica e vívida

  • Os gráficos são impressionantes

  • Mudanças pontuais complementam

  • A aventura se mantém atemporal

  • Jogo obrigatório no Switch 2

Contras

  • The Legend of Zelda: Ocarina of Time não possui aspectos negativos

A Lenda de Zelda: A Ocarina do Tempo

Antes de mais nada, é importante que você saiba que a experiência é um remake muito similar à estrutura da jornada de 1998. Existem mudanças pontuais, sim, mas que servem para complementar o mundo de Hyrule e adicionar certas camadas.

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Dito isso, não existe nada que mude drasticamente o que já conhecia e amava. The Legend of Zelda: Ocarina of Time, em 2026, soa como aquele lugar confortável da infância e juventude — onde pouco foi mexido, para manter a atmosfera intacta.

É neste aspecto que pegará muitos fãs de surpresa. Mesmo similar, quase uma cópia 1:1, ele traz uma vividez indescritível. Para todos os efeitos, não parece que tudo isso foi construído no N64 nos anos 1990, mas sim algo focado no mercado atual. 

“Sim, isso se chama modernização” você dirá, mas não. O game é, basicamente, a personificação da palavra “atemporal”. Tudo que a Nintendo trabalhou há 28 anos continua sem interferências e você agradecerá demais por continuar desta forma hoje em dia.

“Assim como Link viaja pelo tempo, o game também atravessa gerações para mostrar que coragem é tudo que um herói precisa para triunfar”, Diego Corumba

Com isso em mente, é possível estabelecer The Legend of Zelda: Ocarina of Time como um jogo atual — mesmo sem mudanças ou adições, que muitas vezes podem fazer a experiência perder o sentido ou soar inflada. 

Uma jornada vívida

Caso ainda pense na complexidade do projeto, imagine uma obra que foi pensada tanto para atender o público moderno quanto para trazer nostalgia. Muitas fracassam em ambas as propostas, algumas acertam em apenas um aspecto, mas essa atinge um aproveitamento de 100%. 

Comandos, quebra-cabeças, desafios e o campo verde de Hyrule permanecem os mesmos. Porém, por meio dos gráficos, dublagem (em português brasileiro) e pela estrutura do gameplay, você sente que está em uma aventura muito diferente da vista em 1998.

“Para ter uma ideia, logo após zerar o novo Ocarina of Time, reiniciei meus dados salvos de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. É impressionante o quanto um remake, quase sem alterações, tem em comum com os capítulos mais recentes. Foram separados por 20 anos, mas são tão próximos que surpreende”, Diego Corumba.

Ouso dizer que dificilmente você verá uma campanha do tipo que seja tão equilibrada quanto The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Se a sua preocupação é jogar “mais do mesmo”, não terá essa sensação. Se a sua dúvida é se “mudaram muita coisa”, pode respirar tranquilamente.

Até mesmo as inclusões parecem que sempre estiveram presentes. O Museu dos Mil Monstros é um excelente desafio extra, para aqueles que desejarem testar a sua maestria. As mensagens deixadas pelas fadas acrescentam bastante ao lore.

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Também podemos ver a mudança de períodos na Vila Kakariko — com rotinas específicas para diversos NPCs do local, assim como um verdadeiro espetáculo nas cutscenes e diálogos. Estes fazem os personagens soarem ainda mais vivos e carismáticos, se é que isso era possível. 

O poder de Link

Em questões gráficas e de desempenho, The Legend of Zelda: Ocarina of Time não me desapontou. Os visuais estão lindos e é possível que esta seja a representação definitiva do poder que o Switch 2 tem a oferecer. 

Você enxerga os detalhes nas roupas de Link, grama, elementos do cenário e dos demais personagens que aprofundam ainda mais o mundo do game. Por exemplo, é notável as características rústicas do traje Goron e a delicadeza das vestes dos Zora. 

“Ouso dizer que OoT elevou o patamar e beira o impossível não comparar os próximos lançamentos ao que a Nintendo apresentou. Pokémon Ventos & Ondas vai suar frio em 2027 neste aspecto”, Diego Corumba

Em desempenho, o título também não deixa a desejar. Em nenhum momento senti queda de desempenho, falhas na taxa de quadros ou qualquer coisa que impedisse ou atrapalhasse o meu progresso. Tanto na dock quanto no modo portátil.

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O único deslize que eu considero é que a experiência claramente se torna mais natural com o Pro Controller 2. Os Joy-Con 2 não deixam a desejar, é possível jogar e zerar The Legend of Zelda: Ocarina of Time com eles tranquilamente, porém há uma diferença gritante quando você usa um controle apropriado. 

Por outro lado, o consumo da bateria me surpreendeu positivamente. Em algumas sessões, joguei por 3 horas ou um pouco mais com o Nintendo Switch 2 nas mãos e não senti uma queda expressiva. Em Pokémon Pokopia, por exemplo, esse mesmo tempo significa a necessidade urgente de recarga. 

Novidades para os fãs

Não vamos fornecer spoilers do que os jogadores encontrarão na narrativa, porém algumas funções inéditas precisam ser pontuadas. Uma delas é a possibilidade de cantarolar ou reproduzir músicas para serem tocadas na Ocarina.

Ainda que muito interessante e divertido, isso não é um elemento obrigatório no gameplay. Se você não quer fazer barulho em casa ou assustar alguém, pode tocar tranquilamente o instrumento in-game que não perde nada. 

Inclusive, o acesso ao seu repertório é facilitado e vira questão de segundos para replicar qualquer melodia. Isso também se reflete nos itens no menu rápido e até mesmo na sua grade pessoal de habilidades para usar nas dungeons e no mapa.

Migrado diretamente da versão de Nintendo 3DS, você não precisa mais abrir o menu e fechá-lo para acionar as botas no Templo da Água ou usar a sua visão “aprimorada” no Templo das Sombras. Todo esse processo, automatizado, melhora e muito a vida do público (e o tempo útil). 

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A Trama do Tempo, uma tapeçaria que foi incluída no remake, também garante que os jogadores não se percam. Além de ilustrar a missão em que está e o que precisa fazer, também são notáveis as side quests que “perdeu” para completá-la. É um guia tímido, mas extremamente funcional.

Essas adições são muito bem-vindas, já que melhoram The Legend of Zelda: Ocarina of Time e fazem o que já era considerado “perfeito” ser ainda mais completo no Switch 2. A melhor parte é que tudo isso é opcional, então se quer manter o mesmo padrão de antigamente, você pode.

Vale a pena jogar Zelda Ocarina of Time?

Ter o console híbrido mais recente da Nintendo e não jogar essa “pedrada” é um verdadeiro desperdício. “Eu joguei o antigo já”, mas a releitura continuará a valer a pena — seja pela nostalgia, seja por ver o que foi adicionado.

Para aqueles que não jogaram o clássico, conhecer a jornada por aqui é obrigatório. Ainda que o original esteja presente no Nintendo Switch Online + Pacote de Expansão, é aqui que realmente aproveitará tudo o que o console tem a oferecer.

Na eShop, ele é um pouco mais barato que os lançamentos da Big N — sua venda é por R$ 329,90 na versão digital. Na mídia física, em lojas como o KaBuM! e na Amazon, ele é vendido pelo preço sugerido de R$ 439,90 (verifique a disponibilidade nas lojas).

The Legend of Zelda: Ocarina of Time é uma obra emblemática por conta própria e a modernização sequer deixou cair a sua qualidade e primor. Dito isso, é obrigatório que jogue na plataforma atual, independentemente de suas motivações. Reviver os bons tempos ou conhecê-la agora? Não importa.

O título definiu uma geração no passado e, possivelmente, repetirá o feito em 2026. Em termos claros e diretos, é perceptível que ele não foi feito para disputar com GTA 6 ou qualquer game inédito neste ano — e, assim, se destaca e ganha forças por mostrar como um jogo tem de ser feito e tratado. 

É uma aula para qualquer aventura, assim como um exemplo a ser seguido por estúdios que querem reviver franquias antigas ou reinventar clássicos. Se Sony, Microsoft e todas as outras aprenderem um pouco das lições que OoT traz, o mundo dos jogos eletrônicos pode ser um pouco melhor no futuro.

Além disso, a Big N aproveita o espaço e mostra que The Legend of Zelda: Ocarina of Time de 1998 já era perfeito. O remake não serve de comparativo, mas como um complemento — sem toda a megalomania, superinvestimentos e inclusão de toneladas de elementos para inflar algo de forma desnecessária.

Pelo respeito ao clássico, aos jogadores (e seus bolsos) e por tudo que a obra representa, não precisa pensar duas vezes antes de encomendar o título no seu Switch 2. Ele estará disponível de forma exclusiva na plataforma a partir de 5 de novembro de 2026.

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