Líderes mundiais reagem com cautela à vitória dos democratas das eleições nos EUA
Líderes internacionais e autoridades regiram à vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato — também chamadas de midterms –, considerada uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump.
Enquanto diversos políticos europeus celebraram a conquista da maioria das cadeiras no Senado e na Câmara pelos democratas, aliados de Trump criticaram o resultado. (veja as principais declarações abaixo)
Os críticos do atual presidente americano destacaram as possíveis consequências positivas do resultado para as relações internacionais e para a política externa do governo de Donald Trump.
ACOMPANHE: as últimas notícias sobre as midterms
MAPAS mostram resultados em tempo real
Comemoração vitória democratas nas midterms
REUTERS
Na Espanha, por exemplo, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que os americanos votaram contra políticas que, segundo ele, empobrecem a população, além de rejeitarem o ódio, o sexismo, a negação das mudanças climáticas e os privilégios das elites.
Já o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou que o resultado deve “introduzir uma nova era nas relações mundiais”.
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, também avaliou o resultado como um sinal político importante de mudança. Segundo ele, as eleições podem fortalecer vozes mais próximas das posições norueguesas sobre clima, meio ambiente, política externa e ajuda ao desenvolvimento.
Veja abaixo as principais declarações de líderes internacionais sobre os resultados das midterms:
Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez
“Ontem, o povo americano votou contra políticas que servem apenas para empobrecer as pessoas. Contra o ódio. Contra o sexismo. Contra a negação das mudanças climáticas e contra os privilégios das elites”, afirmou Sanchez em publicação no X.
O primeiro-ministro ainda destacou o resultado nos Estados Unidos como um movimento mundial, que aconteceu também nas eleições brasileiras.
“Aconteceu no Brasil. Acaba de acontecer nos Estados Unidos. E acontecerá em breve na Espanha”, disse
Primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, destacou que o resultado das eleições de meio de mandato representam “um poderoso sinal político de uma mudança de rumo entre os eleitores americanos”.
“Agora estão surgindo vozes na política americana que estão mais próximas de nós do que o presidente e seu governo estiveram, por exemplo, em questões climáticas e ambientais, e também em política externa e política de ajuda ao desenvolvimento”, destacou a Reuters.
Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa
Ramaphosa reforçou a influência dos resultados nas relações internacionais americanas e afirmou que as mudanças vão “introduzir uma nova era nas relações mundiais”.
“Vimos que os democratas assumiram o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, e o povo americano se pronunciou”, analisou.
Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, destacou a “abordagem fortemente negativa” da liderança do Partido Democrata em relação às relações com a Rússia.
“Nossa posição firme e consistente em relação à Ucrânia — assim como nossa política externa em geral — não se baseia em considerações de curto prazo e, naturalmente, não depende das oscilações do cenário político em outros países. Continuaremos nosso trabalho de acordo com as diretrizes do presidente da Federação Russa”, disse.
Presidente do Parlamento Iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf
Em uma postagem no X, o presidente do Parlamento Iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, destacou que as eleições mostraram que boa parte dos americanos é contra as guerras.
“Os americanos disseram NÃO À GUERRA, e apoiamos essa mensagem. Se o governo dos Estados Unidos trair a vontade popular para servir a financiadores internacionais e chantagistas, aprenderá que nosso NÃO vem acompanhado de um pesadelo”, afirmou.
Bernd Lange, membro do Parlamento Europeu e presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento
“Um golpe devastador para Trump e suas políticas. Uma grande vitória para a democracia americana. Os eleitores se pronunciaram: Trump só se importa com Trump. Agora ele está pagando o preço por isso. Nenhuma quantidade de gritos de ‘notícias falsas’ pode mudar esses fatos”, afirmou Lange.
Apesar de destacar a importância da vitória, o presidente da Comissão de Internacional do Parlamento Europeu se mostrou preocupado com o que vem pela frente, com a perda de poder de Trump no Congresso.
“Um Trump enfraquecido pode se tornar mais agressivo e imprevisível. Um pato manco pode rapidamente se transformar em um pato furioso. Para a União Europeia, isso é uma oportunidade e um alerta. Uma maior influência democrata pode trazer mais previsibilidade e diálogo. Mas o protecionismo americano não vai desaparecer”, disse.
Matteo Salvini, líder do partido de extrema direita Liga, que faz parte da coalizão governista da Itália
“A democracia funciona em um país livre como os Estados Unidos, e quando um povo vota, seu voto deve sempre ser respeitado e compreendido”, destacou Salvini.
Ele atribuiu o resultado às tensões internacionais e ao aumento do custo de vida no país.
“A esperança é que essa votação possa representar uma aceleração rumo ao fim dos conflitos e ao retorno da paz”, disse.
Como funcionam as midterms
Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato.
Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores têm mandatos de seis anos.
Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
Neste ano, além das 435 cadeiras da Câmara, estão em disputa 35 das 100 cadeiras do Senado.
Líderes internacionais e autoridades regiram à vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato — também chamadas de midterms –, considerada uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump.
Enquanto diversos políticos europeus celebraram a conquista da maioria das cadeiras no Senado e na Câmara pelos democratas, aliados de Trump criticaram o resultado. (veja as principais declarações abaixo)
Os críticos do atual presidente americano destacaram as possíveis consequências positivas do resultado para as relações internacionais e para a política externa do governo de Donald Trump.
ACOMPANHE: as últimas notícias sobre as midterms
MAPAS mostram resultados em tempo real
Comemoração vitória democratas nas midterms
REUTERS
Na Espanha, por exemplo, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que os americanos votaram contra políticas que, segundo ele, empobrecem a população, além de rejeitarem o ódio, o sexismo, a negação das mudanças climáticas e os privilégios das elites.
Já o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou que o resultado deve “introduzir uma nova era nas relações mundiais”.
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, também avaliou o resultado como um sinal político importante de mudança. Segundo ele, as eleições podem fortalecer vozes mais próximas das posições norueguesas sobre clima, meio ambiente, política externa e ajuda ao desenvolvimento.
Veja abaixo as principais declarações de líderes internacionais sobre os resultados das midterms:
Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez
“Ontem, o povo americano votou contra políticas que servem apenas para empobrecer as pessoas. Contra o ódio. Contra o sexismo. Contra a negação das mudanças climáticas e contra os privilégios das elites”, afirmou Sanchez em publicação no X.
O primeiro-ministro ainda destacou o resultado nos Estados Unidos como um movimento mundial, que aconteceu também nas eleições brasileiras.
“Aconteceu no Brasil. Acaba de acontecer nos Estados Unidos. E acontecerá em breve na Espanha”, disse
Primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, destacou que o resultado das eleições de meio de mandato representam “um poderoso sinal político de uma mudança de rumo entre os eleitores americanos”.
“Agora estão surgindo vozes na política americana que estão mais próximas de nós do que o presidente e seu governo estiveram, por exemplo, em questões climáticas e ambientais, e também em política externa e política de ajuda ao desenvolvimento”, destacou a Reuters.
Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa
Ramaphosa reforçou a influência dos resultados nas relações internacionais americanas e afirmou que as mudanças vão “introduzir uma nova era nas relações mundiais”.
“Vimos que os democratas assumiram o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, e o povo americano se pronunciou”, analisou.
Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, destacou a “abordagem fortemente negativa” da liderança do Partido Democrata em relação às relações com a Rússia.
“Nossa posição firme e consistente em relação à Ucrânia — assim como nossa política externa em geral — não se baseia em considerações de curto prazo e, naturalmente, não depende das oscilações do cenário político em outros países. Continuaremos nosso trabalho de acordo com as diretrizes do presidente da Federação Russa”, disse.
Presidente do Parlamento Iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf
Em uma postagem no X, o presidente do Parlamento Iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, destacou que as eleições mostraram que boa parte dos americanos é contra as guerras.
“Os americanos disseram NÃO À GUERRA, e apoiamos essa mensagem. Se o governo dos Estados Unidos trair a vontade popular para servir a financiadores internacionais e chantagistas, aprenderá que nosso NÃO vem acompanhado de um pesadelo”, afirmou.
Bernd Lange, membro do Parlamento Europeu e presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento
“Um golpe devastador para Trump e suas políticas. Uma grande vitória para a democracia americana. Os eleitores se pronunciaram: Trump só se importa com Trump. Agora ele está pagando o preço por isso. Nenhuma quantidade de gritos de ‘notícias falsas’ pode mudar esses fatos”, afirmou Lange.
Apesar de destacar a importância da vitória, o presidente da Comissão de Internacional do Parlamento Europeu se mostrou preocupado com o que vem pela frente, com a perda de poder de Trump no Congresso.
“Um Trump enfraquecido pode se tornar mais agressivo e imprevisível. Um pato manco pode rapidamente se transformar em um pato furioso. Para a União Europeia, isso é uma oportunidade e um alerta. Uma maior influência democrata pode trazer mais previsibilidade e diálogo. Mas o protecionismo americano não vai desaparecer”, disse.
Matteo Salvini, líder do partido de extrema direita Liga, que faz parte da coalizão governista da Itália
“A democracia funciona em um país livre como os Estados Unidos, e quando um povo vota, seu voto deve sempre ser respeitado e compreendido”, destacou Salvini.
Ele atribuiu o resultado às tensões internacionais e ao aumento do custo de vida no país.
“A esperança é que essa votação possa representar uma aceleração rumo ao fim dos conflitos e ao retorno da paz”, disse.
Como funcionam as midterms
Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato.
Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores têm mandatos de seis anos.
Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
Neste ano, além das 435 cadeiras da Câmara, estão em disputa 35 das 100 cadeiras do Senado.
