A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou novas regras para o envio automatizado de SMS para clientes. Para evitar fraudes e aumentar a segurança, todas as empresas participantes precisarão fazer um cadastro e disponibilizar publicamente o número usado para contato.
A mudança afeta os SMS do tipo A2P (de um aplicativo para uma pessoa), ou seja, as mensagens de texto usadas por empresas e instituições. Normalmente, essas comunicações são representadas por códigos curtos de cinco dígitos para esconder o número de telefone original.
O que muda?
Empresas participantes precisam adotar códigos curtos dedicados e padronizados — o mesmo identificador não pode ser usado por duas companhias diferentes, por exemplo. Esses códigos serão armazenados em um diretório nacional público de remetentes, de consulta pública e gratuita, no qual as pessoas poderão ter acesso a agregadores e marcas responsáveis por cada mensagem
As empresas que não atenderem às novas regras não poderão enviar SMS do tipo A2P. O acórdão da Anatel, publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (04), ainda prevê mecanismos de segurança em toda a cadeia de envio A2P para verificar campanhas legítimas e evitar fraudes.
Há um prazo de 90 dias para adotar todas as novas especificações.

Qual o impacto no dia a dia?
As diretrizes podem reduzir a frequência de golpes por envio de SMS. O disparo de mensagens pode ser usado para tentativas de phishing (links que levam a sites maliciosos) e tentativas de engenharia social para convencer as vítimas a acessarem conteúdo enganoso.
Com a distribuição dos códigos, cada indivíduo ganha uma alternativa para confirmar o remetente antes de acessar uma mensagem alarmante, por exemplo.
Enquanto as regras não entram em vigor, saiba como bloquear SMS de golpes de forma eficiente no Android.
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